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| Segundo Lorenzo Fertitta, linha de roupas funciona separada à promoção de lutas (Foto: Getty Images) |
Após o agente de Jon Jones explicar sua estratégia ao colocar o atleta para usar material esportivo do Ultimate no UFC 145 do próximo sábado, foi a vez de os dirigentes da franquia contarem sua visão para a empreitada. Em entrevista ao jornal "USA Today" nesta quinta-feira, o co-proprietário da companhia Lorenzo Fertitta e o diretor de marketing, Bryan Johnston, negaram qualquer tipo de favorecimento ao atual campeão dos pesos-meio-pesados e afirmaram que pretendem ter mais atletas vestindo sua marca nas lutas, incluindo o desafiante de Jones em Atlanta, o ex-campeão Rashad Evans.
A pretensão do UFC é expandir sua marca através de diferentes mídias e ampliar a presença de sua linha de roupas e acessórios esportivos, que deve ser lançada oficialmente no segundo semestre. Segundo Johnston, cerca de 20 atletas do Ultimate foram usados no desenvolvimento dos produtos, incluindo Evans, e Fertitta argumentou que outros lutadores já usaram material cedido pelo UFC no octógono.
- O público geral precisa ser exposto ao produto. Você faz isso levando o produto ao atleta. Não é nada diferente do que a Tapout faz, ou a MMAElite ou a Jaco e todos esses outros caras - declarou Fertitta ao jornal.
Johnston, que trabalhou numa empresa de snowboards antes de se juntar ao UFC, argumentou que a prática é comum em outros esportes, como surfe e futebol americano, onde marcas de material esportivo apoiam atletas e operam grandes eventos. O entrevistador lembrou, todavia, que o presidente do Ultimate, Dana White, já reclamou quando uma marca de material esportivo, a Affliction, fez o caminho contrário e começou a promover eventos. Fertitta respondeu que o modelo de negócio é diferente.
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| Jon Jones vai usar material esportivo do UFC neste sábado (Foto: Getty Images) |
- Eles operam como negócios completamente separados. Eles não sabem ou se importam com quem enfrenta quem, quem está fazendo o quê, nada disso. Eles estão construindo estratégias e planos por conta própria para construir este negócio, e se valendo da distribuição que temos e dos bilhões de lares que vão potencialmente assistir ao evento.
Os dois negaram que a empreitada criasse problemas com as empresas de camisas estabelecidas no MMA, mas admitiram que querem ver mais atletas usando a marca do UFC no octógono.
- Adoraríamos ter o máximo de caras que queiram usar nosso material. É claro que Rashad seria (um dos lutadores que o UFC queria). Estamos falando de dois dos lutadores de nível mais alto e maior exposição que nós temos no nosso elenco - afirmou Fertitta.
Fonte: SporTV.com

